Cartografia Escolar

A cartografia da sala de aula

CARTOGRAFIA: GEOCACHING e outras bossas

17 de março de 2012 – Eugênio Pacceli da Fonseca.

Geocachings, Highpointings e Corridas de Orientação.  Andando por aí com mapa, bússola e GPS


GEOCACHERS e GEOCACHING (uma espécie de chicotinho queimado sofisticado)

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Se você gosta mesmo de Geografia e de Cartografia, tem uma turma grande, ou quer inovar com suas turmas de Geografia um pouco mais avançadas, que tal o desafio dos GEOCACHERS?

Geocaching é uma nova modalidade de jogo ou de esporte (?) tem empolgado milhares de pessoas  (geocachers) pelo mundo e nos remonta ao “chicotinho queimado” que quase todo mundo teve oportunidade de brincar no passado.

kids-geocaching-by-BobnRenee Crianças achando um geocache

Começando pelo conceito contido na Wikipédia:

Geocaching é um passatempo ao ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite (Sistema de Posicionamento Global – GPS) para encontrar uma “geocache” (ou simplesmente “cache”) colocada em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, apontador, moedas ou bonecos para troca.

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Nada melhor para empolgar do que usar as palavras de um amante dos mapas como Ken Jennings:

“A simplicidade de geo-caching é lindo: alguém esconde algo e divulga mensagens na Web com as coordenadas (latitude e longitude) do “esconderijo”. As pessoas tentam encontrar o “cache” utilizando um dispositivo GPS. Elas estão usando essencialmente multibilionários satélites militares para encontrar Tupperware escondido na matas, nas praças e sabe se lá onde! Eu conheci pessoas que tinham encontrado milhares de geo-caches, um rapaz invadiu a selva mexicana para obter um. Eu me transformei em um geo-caching viciado “Tenho que ter mais uma!” Costumo arrastar o meu filho de oito anos de idade na busca ao tesouro!”

geocaching t-shirt

http://www.publishersweekly.com/pw/by-topic/authors/interviews/article/47113-the-poetry-of-maps-pw-talks-with-ken-jennings.html

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Para quem acha que não se trata de atividade apropriada  para crianças, favor ler: http://www.maritime-geocaching.com/archives/category/general-geocaching/page/3
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São do site acima as palavras abaixo:
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“Geocacaching é uma caça ao tesouro moderna, que combina o conhecimento e as habilidades necessárias para planejar cuidadosamente uma expedição a partir de casa, navegando na internet e em seguida, usar um dispositivo de GPS para encontrar um tesouro escondido no exterior. Mostramos aqui porque essa atividade é uma ótima idéia para as crianças em muitos níveis.”
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O Geocaching tem-se tornado muito popular, com um significativo crescimento em todo o mundo. Em 29 de Novembro de 2009 contavam-se 948 950 caches activas em 221 países. Em 31 de Dezembro de 2010 contavam-se 1 265 747 caches activas em 221 países. O que regista um aumento de 316 797 caches em pouco mais de um ano. Todos estes números são anunciados no maior site dedicado ao jogo, ogeocaching.com, embora existam outras páginas dedicadas ao jogo, mas com muito menor número de registos.   http://www.geocaching.com/

Geocacher é o termo usado para quem participa desta atividade lúdica. 

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HIGHPOINTERS

Outros aficionados por Geografia e mapas formam comunidades que exploram os “pontos culminantes”ou  “highpoints” de uma região, estado ou país.  Desde tenra idade ouvimos os professores de Geografia se referirem ao “ponto culminante” da “região” em que vivemos (Serra da Piedade, aqui na grande Belo Horizonte) e depois de paragens distantes. Pois agora há em países mais avançados esses visitadores dos highpoints, que literalmente querem ver o mundo de cima… Eles são os highpointers. Se no Brasil, não há, haverá, pois, nosso país se sofistica a cada dia que passa. Eu mesmo estaria disposto a, depois de aposentado, participar de um grupo assim…

http://www.highpointers.org/

http://highpointersfoundation.org/

Assim diz a Wikipédia:

“Highpointing é o esporte de encontrar e visitar o ponto com a maior elevação dentro de uma área (o “ponto mais alto”, ou, “o ponto culminante”), por exemplo, os pontos mais altos em cada município dentro de um estado.

Ao longo dos anos, essa busca foi empolgando milhares de indivíduos e se expandiu para incluir outros objetivos geopolíticos peculiares; visitar o ponto mais alto em cada município em um estado; escalar cada pico em uma região acima de um número redondo de altitude (como 2000 metros) e atingir o ponto mais alto em cada continente (o agora famoso ” Cúpula dos Sete “). Não há definição oficial, mas a mais ampla visão sustenta que qualquer região geopolítica pode ter “highpointers”

A cúpula dos Sete

Ainda de acordo com a Wikipédia:

Regras Highpointing

O corpo diretivo para o highpointing nos EUA é o clube Highpointers . Esta é uma atividade que visa essencialmente motivar a viagem, não para se concentrar na aquisição das próprias cimeiras. Muitos guias e livros Highpoint asseguraram que são estes os princípios gerais do esporte:

  • O objetivo é atingir o maior “ponto culminante.” Em outras palavras, independentemente das estruturas feitas pelo homem que foram colocados em cima, o objetivo é ficar no topo mais alto o “ponto natural.”
  • Se o ponto de natural elevação é coberto com uma estrutura e essa a estrutura é acessível, mesmo numa base limitada, entrando na estrutura e de pé sobre o ponto de presumível elevado é o objectivo. Se a estrutura é completa e permanentemente inacessível-por exemplo, uma base militar ou torre de telecomunicações privada – o objetivo é chegar o mais alto ponto acessível natural. Às vezes, o clube Highpointers irá considerar um ponto alto fechado devido a questões de propriedade privada e pode permitir que um local alternativo muito perto do ápice. Mas, esta é apenas em condições extremas e especial. Alguns dos pontos altos são abertas apenas em determinadas datas e do Clube espera que todos os membros respeitem estas datas.
  • Qualquer caminho para o topo – andar, subir, andar de teleférico, deixar um helicóptero – é um meio válido de atingir o ponto alto. Cada indivíduo deve decidir o que constitui bom esporte. Muitos vão preferir chegar ao ponto alto em sua locomoção própria, mas o objetivo de highpointing está atingindo o ponto alto – significa é uma escolha pessoal.

A partir dos anos 1900, alguns pioneiros de highpointing começou a visitar o ponto geográfico mais alto em cada um dos 50 estados dos Estados Unidos. Nos primeiros dias, este esforço envolvia disputas, como as ferramentas para mapear com precisão cada centímetro quadrado do país estavam apenas começando a encontrar o uso generalizado – e esta foi, talvez, uma parte significativa do encanto.

Pelo menos um relatório foi feito para uma subida de cada ponto alto estado na Austrália, um relatório para uma subida de cada ponto alto provincial no Canadá, e outro relatório para cada ponto alto país “mainstream” na União Europeia. (“Mainstream”, que significa, por exemplo, que Mulhacen foi escalado na Espanha, em vez de Pico de Teide das Ilhas Canárias).

Até o momento, nenhuma pessoa é conhecido por ter atingido o ponto mais alto de todos os países do mundo.

CORRIDA DE ORIENTAÇÃO

Assim explica o excelente site 360º sobre a corrida de orientação:

http://360graus.terra.com.br/trekking/default.asp?did=1605&action=reportagem

Esse esporte, que está surgindo com muita força – uma espécie de rally a pé -, consiste basicamente em um competidor, equipado apenas com uma bússola e um mapa topográfico, onde estão marcados os locais por onde ele deve passar.

Nesses lugares existem prismas, onde estão pendurados os marcadores (tipo prendedor de roupa), funcionando como cartão de controle e que deverão ser picotados pelo atleta, assinalando sua passagem. Ganha quem fizer o percurso no menor tempo.

O campeonato é dividido em modalidades por idade e sexo. Os lugares onde são realizadas estas provas são muito verdes, por isso a corrida de orientação é um esporte para aqueles que gostam de ficar junto da natureza, convivendo pacificamente com ela, tirando proveito e cuidando dela ao mesmo tempo.

Nesta prova o competidor terá uma bússola, um mapa e sua inteligência. Nada mais é preciso para que ele trace seu próprio caminho, atravessando trilhas e montanhas, e quando chegar ao fim da corrida , passando por todos os pontos de marcação, torne-se um verdadeiro vencedor.

Segundo Allison, de Catanduva(SP), um apaixonado pela Orientação, “o esporte, além de proporcionar diversão para pessoas de todas as idades, é completamente seguro. E ainda serve para mais um tempinho junto à natureza, em meio à rotina agitada das grandes cidades”.

Esse site também é esclarecedor:

http://www.rumbanarota.com.br/oque/

Aqui as regras do esporte: http://www.rumbanarota.com.br/docs/regras_orientacao.pdf

Eu e meu colega de Educação Física já pensamos em organizar uma corrida assim na Escola, mas até hoje o projeto não saiu do papel:

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-fisica/pratica-pedagogica/corrida-orientacao-trekking-escola-educacao-fisica-538415.shtml

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ESPORTE DE ORIENTAÇÃO

É o mesmo esporte acima só que sem a preocupação com a velocidade, pois conta com a participação de pessoas com pouca mobilidade.

http://orienteering.org/trail-orienteering/

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