Cartografia Escolar

A cartografia da sala de aula

Mapas Tipográficos

Mapa e arte – Mapas de palavras

por Eugênio Pacceli da Fonseca (janeiro, março 2012 – sempre mexendo…)

Em sentido bem amplo podemos dizer que um mapa tipográfico é aquele que utiliza apenas palavras e tipos (desenhos de determinadas famílias de letras) para representar um território (typos = forma ; graphein= escrita).

Como modalidade artística é bastante variada pois regras são para serem quebradas e faz o gosto dos designers que deitam e rolam nessa variante. Alguns já foram até postados nesse blog.

Os exemplos gritam:

Apesar de ser heterodoxo dentre os mapa tipográficos, eu o considero muito bom, representativo e além de tudo nos desafia a fazer um pelo menos parecido com os nossos alunos.

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Assim se expressou John Kriger sobre ele: “A beleza das palavras nos mapas muitas vezes não é evidente, embutidas, como elas são, em uma série de outros símbolos. Um “mapa palavra” da América do Sul (acima), publicado pela Imprensa Geográfica em 1935, consiste inteiramente de palavras escritas à mão livre. O mapa deveria mostrar as paisagens devidamente nomeadas da América do Sul; esta cópia foi erroneamente impressa sem o relevo.”  De qualquer forma ficou muito legal!

E completa:

“Nele segue-se as “regras” sobre o posicionamento dos tipos, regras essas forjadas na prática ao longo dos últimos cem anos, e agora incorporados nos textos e em algoritmos de cartografia automática em software GIS. Estas regras, na maioria dos casos, fazem o mapa mais fácil de ler e entender. Sobre os trechos da América do Sul mapa acima

  • Nomes de cidades são mistura de maiúsculas / minúsculas, romana, horizontal
  • Nomes dos países são maiúsculas, horizontal, e espalhando-se para definir as áreas
  • Recursos naturais estão em itálico a forma mais fluente, se referindo a um ponto, eles são horizontais, se eles se referem a características linear ou área (rios, regiões) que são curvas para caber o recurso.
  • O tamanho das palavras varia – sugerindo grandes áreas, ou locais de maior importância.

Na prática, a colocação é complicada, como palavras cruzando outras palavras, enroladas em torno de si, e (na maioria dos mapas) disputando espaço com outros símbolos do mapa. O mapa da América do Sul tem alguns exemplos puros da arte de colocar palavras em mapas.” (in:  http://makingmaps.net/2011/01/31/word-maps-words-on-maps-map-typography/)

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Antes de continuar, tenha acesso aqui (clique abaixo) ao mais legal e impressionante de todos os mapas tipográficos (e vai clicando…):

http://xn--slarsteinn-gbb.com/

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Esse eu até já havia mostrado, mas “vale a pena ver de novo”. Os nomes dos estados tem a forma do território dos mesmos e o conjunto deles tem a forma do território do país. Muito bem elaborado.

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Os belos mapas tipográficos  de Nancy McCabe (que além de palavras utiliza também belíssimas cores) estão na rede para serem vendidos:

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Os mapas tipográficos da empresa Axis são muito difundidos na Internet. Além de belíssimos, são sóbrios e corretos: http://store.axismaps.com/

Estão à venda no site acima (preço varia pelas dimensões e tipo de vinte a mais de cem dólares).

Detalhe do mapa da Axis de Madison:

Interessante a representação dos lagos e dos rios. Vejamos outros exemplos. Abaixo, ainda Madison (proximidades de  Chicago).

.Abaixo Chicago em azul. Chamo a atenção para os quarteirões, o rio e as pontes:

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Outro detalhe de Chicago e as ondas de L do Lago Michingam batem na praia…

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Washington dc:

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Não resisto a mais uma. Os rios, os parques… – só palavras.

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Sem dúvida os mapas tipográficos mais conhecidos são os do designer alemão Dirk Schächter (ele usa a tipologia Helvetica Neue Condensed Black). No mapa os nomes dos países ocupam seus respectivos espaços e as cores são vivas e contrastantes:

 

O designer alemão Dirk Schächter criou o Mapa Mundi Tipográfico. Seu trabalho foi combinar os nomes dos países em seus respectivos espaços. Cada palavra foi cuidadosamente aplicada, havendo também um forte apelo com relação as cores. A tipologia utilizada foi a Helvetica Neue Condensed Black. Se você deseja ter um pôster como este, basta encomendar um exemplar com o tamanho de 100 cm x 70 cm, no valor € 49,00 euros. Clique aqui e obtenha mais informações.

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Esse mapa aí de baixo, obra já citada em outra página, é a cidade “literária” de San Francisco. Ele também nos desafia a fazer um mapa parecido com as citações literárias de nossa cidade de afeição (obra de Ian Huebert).

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A capa original do caderno de literatura do jornal era essa:

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Dd_litcity_map

O mapa foi criado especialmente para o jornal San Francisco Chronicle, que assim o apresenta:

“Assim como San Francisco foi moldada pelo seu dramático terremoto como deixam ver as as muitas cicatrizes da configuração de seu litoral, a cidade, apesar da sua relativa juventude, também foi definida por uma legião de escritores cujas palavras trouxeram à vida. Jack London, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Alice Adams, Amy Tan, Michelle Tea – todos eles têm gravado a paisagem para nós.

E então pensamos que seria divertido criar um mapa de San Francisco composta de algumas das próprias palavras – a partir de romances, poemas e ensaios – que animam nossa cidade.”

Seria eu capaz de fazer algo assim por e com minha Belo Horizonte?

Leia mais: http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2009/07/17/RVB618NQ0U.DTL#ixzz1ovNOavVC

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Recomendei, leiam mais… Se alguém se dispôs a ler sabe que o artista Ian Huebert parece ter inspirado no trabalho dos artistas (russos?) Vera Evstafieva and Andrew Biliter sobre São Petesburgo que aparece abaixo (infelizmente muito pequeno):

…Detalhe um pouco maior:

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.Os mapas com referências literárias estão com tudo.  Primeiro o país todo (EUA, como não poderia deixar de ser…). Em segundo lugar detalhes do nordeste literário.usa-literary-map-3459-p-640x640

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usa-literary-map-3-3459-p

 

. Um mapa assim do Reino Unido não poderia faltar:

literary-map-2678-p

A Manhattan de Stanley Donwood tem por base (cores e letras grandes) o design das placas de beirada de estrada dos EUA

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Abaixo a Bagdá, do mesmo artista (que fez trabalhos gráficos para o Radiohead):

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Mapa de Londres (London Kerning Poster – elaborado por uma equipe de design): nos perdemos e nos achamos na metrópole de palavras.

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Clique para sentirem a força desse mar de ruas, praças, lojas e palavras…

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Abaixo interessante mapa tipográfico interativo da National Geographic (com ele um estadunidense pode ver qual sobrenome é mais comum na “região” em que mor). Veja aqui, mas para interagir só no link abaixo:

http://ngm.nationalgeographic.com/2011/02/geography/usa-surnames-interactive

http://ngm.nationalgeographic.com/2011/02/geography/usa-surnames-interactive

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