Cartografia Escolar

A cartografia da sala de aula

Rio Grande do Sul – mapa alto relevo

Eugênio (julho 2011)

Apesar de ter feito o trabalho em poucas horas e ter ficado com alguns problemas, mantenho a página para mostrar que mesmo sob pressão e sem tempo podemos “nos virar” (qual professor nesse país não tem que se virar?)

Uma saga!

Espero que os gaúchos não se ofendam, mas buscando atender com pressa (sempre a pressa levando a culpa pelas imperfeições) à solicitação da Inês Andrade, estava tentando fazer os moldes das pranchas para a confecção de um mapa em alto relevo do estado do Rio Grande do Sul e  para conseguir tive que forçar a barra. Explico abaixo.

(espero que os prof. de português também não se ofendam, mudei o pronome de tratamento muitas vezes: ora me dirigia à Inês, ora a mais pessoas. Mas dedico essa página à Inês Andrade, mesmo).

Não estava sendo fácil pois não encontrei um mapa hipsométrico que facilitasse as coisas. Fiquei na dúvida de usar um dos dois abaixo:

http://www.professorpaulinho.com.br/Atualidades/Pequeno_dicionario.htm

http://aprendendofisica.pro.br/alunos/index.php/1A-cp2-2010/mapa-suleado-da-regiao-sul-do-pais

(pelo menos aprendi palavra nova: suleado. Vivendo e aprendendo: vou falar assim com meus alunos, mas antes vou me certificar do significado).

Optei pelo primeiro:

..

O mapa escolhido não facilitou muito, pois, como se vê acima, ele parece ter sido originado de um outro de escala muito grande, daí o excesso de recortes – são o que restam dos detalhes de um mapa maior. Tudo ficou difícil porque estava sem tinta na impressora (coisa cara a tal tinta!). Então copiei do monitor mesmo!  Usando um plástico! (se tivesse uma acetato de transparência seria mil vezes melhor, mas não tinha). Nessa hora as distorções aumentam muito. Do plástico digitalizei e fui tirando as imperfeições mais gritantes. Não vou mostrar esses passos porque ficaram tão feios que vocês vão achar que “assim não vale”. Certo é que eu já tenho o mapa só com as curvas limítrofes dos níveis altimétricos e vou postá-lo aqui depois de um banho de beleza (pelo menos vou tentar melhorar a estética). Para conseguir as pranchas falta pouco.

Só para adiantar: os moldes vão sair daqui:

.Vejam que do mapa lá de cima fiz esse ai.

As pranchas vão sair desse aí de baixo (depois que eu melhorá-lo)      .

Primeira prancha – A BASE

.

Segunda Prancha – 100 metros

É recortar a base acima. Depois recortar a segunda prancha abaixo e colar uma sobre a outra.

.

Terceira Prancha – 200 metros:

Notem que mantive uma sombra de parte do contorno só para orientar a colagem dessa prancha sobre a anterior.

Digo agora porque não me importo com a variação da grossura da linha com que ficou desenhado o molde abaixo: é que o mapa resultante é pequeno e o material de corte do isopor ou do papelão é grosseiro. Claro que quanto mais exato o mapa, melhor (mesmo sabendo que nessa escala a exatidão não é grande), mas essa variação no desenho da linha em nada atrapalhará.

.

Quarta prancha – 400 metros

. Quinta prancha – 600 metros

.Sexta Prancha e sétima – 800 e 100o metros

Não acabou – leia abaixo.

. Acho que atendi o seu pedido Inês, agora, é mandar imprimir prancha por prancha para seus alunos.  Claro que o trabalho não acabou: você deve decidir (depois das pranchas todas coladas umas sobre as outras) se vai ou não cobrir com papel imerso na mistura cola-água ou não; se vai pintar mesmo sobre o isopor sem disfarçar os degraus. A escolha é sua.

Apenas dou umas dicas:

Talvez seja bom deixar sem cobrir com papel, deixando os degraus. Fica menos “realista” ,porém, costuma fazer mais efeito, principalmente se pintamos à moda dos mapas físicos, ou seja, com as cores convencionais aos mapas hipsométricos como os mapas acima.

Quando (e se) cobrimos com papel, o relevo fica mais “natural” -sem os degraus – mas a  pintura ganha grande importância, pois, o produto final deixa de ser um mapa para ser uma maquete que costuma ser pintada como uma imagem aérea, ou seja, para ficar bonito depende muito da habilidade artística do pintor (há nuances, tons, etc que escapam  “às pessoas de poucas artes” como eu…).

Note também que se você excluir a segunda prancha (a de 100 metros) o mapa ficaria todo de 200 em 200 metros, aí você poderia falar em maquete com exagero vertical fixo e tudo mais…

Use placas de isopor de 0,5 cm (não mais grosso que isso), de outra forma o estado fica parecendo um Himalaia. Já notei que esse é um dos erros graves mais comuns nas maquetes escolares: usar isopor muito grosso (fato que agrava em muito o exagero vertical).

SE POSSÍVEL AMPLIE EM XEROX AS PRANCHAS para depois fazer a maquete – um mapa maior sempre fica mais bonito e ao ampliar as pranchas o exagero vertical diminui. Pelo menos faça o seu maior um pouco para que sirva de exemplo aos alunos.

Ou seja, tente reduzir o exagero vertical.

Não esqueça de dar acabamento: colando maquete numa placa de isopor, pintando o mar; colocando título, escala horizontal, escala vertical, exagero (se tiver trabalhado isso, obviamente) e legenda.

Boa sorte!

Obs: ficaria feliz se você mandar fotos das maquetes feitas pelos seus alunos.

Um abraço.

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6 Respostas to “Rio Grande do Sul – mapa alto relevo”

  1. Ines Andrade said

    EUGENIO, ESTOU ATÉ SEM PALAVRAS PARA TE AGRADECER. ESTAVA MUITO QUERENDO FAZER ESTE TRABALHO COM MINHA TURMA. MUITO OBRIGADO. É MUITO BOM CONTAR COM UMA PESSOA TÃO COMPETENTE.
    QUANDO O TRABALHO ESTIVER CONCLUÍDO TE ENVIO AS FOTOS.
    OBRIGADO . UM ABRAÇO.
    INES

    • mileumlivros said

      Olá, Inês.
      Saudações.
      Eu também agradeço a oportunidade que você me deu de me debruçar novamente sobre um mapa físico e transformá-lo em um material para uma maquete ou um mapa em alto relevo. Fico feliz que tenha gostado e mais ainda por ver seu entusiasmo (e mande mesmo as fotos, pode ser para o meu e-mail pessoal:
      eugeniofnsc@yahoo.com).
      Estou à disposição.
      Um abraço.
      Eugênio Pacceli da Fonseca

    • Simone Bilhalva said

      Olá!!
      Gostaria de te parabenizar pelo trabalho e dizer que copiei cada uma das etapas. Iniciarei amanhã mesmo o trabalho!
      Abraço
      Simone Bilhalva
      Professora de escola multisseriada em São Lourenço do Sul (RS)

      • mileumlivros said

        Olá, Simone. Saudações.
        Obrigado pelos elogios e parabéns pela animação.
        Continue assim.
        Abraço.
        Eugênio.

  2. Zeno Jose Santiago Filho said

    Sou gaúcho, moro em Porto Alegre, tenho uma parede em casa (mapa 1,50m x 1,50m) que gostaria de fixar um mapa em Alto Relevo do RS, onde constasse os limites territoriais municipais também, estou pensando em fazer um modelo tipo 3D, mais especificadamente em Impressão 3D, mas já verifiquei vários sites e não encontrei nenhum interessante, você têm alguma sugestão. – Sou Físico, mas o DNA agrega a formação de Geografia e História da minha mãe, por isto a paixão por Geografia e mapas.

    • mileumlivros said

      Olá, Zeno. Saudações.
      Estou olhando. Até o site que eu citava, parece que mudou a política. Era esse:
      http://create.landprint.com/index.html
      Nesse site escolhia-se o mapa (veja que escolhi Belo Horizonte)o programa deles transformava em imagem 3d que eles disponibilizavam e depois, se você quisesse e pagasse, produziam a maquete em 3D, como se vê no site renovado deles:
      http://landprint.com/
      Vou continuar procurando.

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