Cartografia Escolar

A cartografia da sala de aula

Rock e Geografia – parte I

EM CONSTRUÇÃO

Trabalhando com geografia dos EUA notamos com facilidade que filmes e músicas ajudam demais aos alunos a entenderem o conteúdo. A todo instante podemos nos referir a filmes estadunidenses quando estudamos relevo, clima, vegetação, população, colonização, desse país.

Quando vamos nos referir ao sul dessa grande nação simplesmente não dá para não dizer sobre o delta do Mississipi e quando se fala desse elemento geográfico como não citar a MÚSICA DO DELTA? É simplesmente obrigatória essa citação. Daí falar em blues, em jazz e é claro em rock (e como citar o Delta sem falar ou sem ficar incomodado com a imprecisão da expressão Delta do Mississipi?)

Estudando mais um pouco acabamos por falar e mostrar os Apalaches. E como fazê-lo sem citar o country e a música das montanhas?

Reparando nessas coisas sempre peço aos alunos trabalhos sobre as origens humanas e geográficas desses gêneros musicais. Trabalho que peço sempre acompanhado de uma música (em CD, pendrive, ou outro suporte qualquer) de raiz do gênero. Como os alunos costumam gostar de trabalhos que envolvem música eles se dedicam e acabam fazendo bons trabalhos (alguns até se apresentam com suas bandas).

http://www.tribosgerais.com/

PARA COMEÇO DE CONVERSA

Em primeiro lugar devemos esclarecer aos nossos alunos que um novo tipo de música nunca surge do nada. Nunca surge de repente. É sempre uma evolução de gêneros e tipos anteriores. Assim como inventos são criações coletivas que normalmente se atribui a um gênio individual, gêneros musicais adquirem independência quando consegue-se distinguir que a partir de fulano já não é o tipo anterior e sim o novo tipo. Assim aconteceu também com o rock. Suas raízes estão no blues, no country e no rhythm and blues, da qual, reconhecidamente é uma forma derivada.

A história da música popular dos Estados Unidos é a história da interação entre a música popular negra e a música popular branca. Por popular entenda-se música feitas pelo e para o povo brincar, rezar, descontrair, labutar ao sol e festejar. Ela tem, assim, divulgação “natural” em festas, rituais, encontro de amigos e que se propaga como rastilho de pólvora, sem grandes interesses comerciais em suas raízes, mas que ao ganhar as mídias, antigas e novas, passa a gerar riqueza e, por isso mesmo, a se tornar “profissional”.

A interação entre gêneros negros e brancos que originou o rock ocorreu em condições históricas precisas -anos 1940 e 1950 – cuja marca principal foi a expansão da sociedade de consumo nos Estados Unidos da América. Antes disso a interação era mais forçada e na maioria das vezes marcada pelo racismo. As músicas dos shows dos menestréis do século XIX,  por exemplo, tidas como as primeiras produções norte americanas genuinamente populares (no sentido de não serem de uma região específica do país e nem de uma só etnia) eram feitas para apresentações por artistas brancos com os rostos pintados de preto – blackfaces- e quase sempre mostravam os negros como preguiçosos, bêbados… Exceções como Stephen Foster, que tratavam em suas obras os negros como seres humanos eram, raridades – talvez também por isso o compositor de “Oh! Sussana” seja hoje considerado o “pai da música americana!” (esses shows se originaram de várias tradições de entretenimento americanas, como o teatro itinerante do circo, dança irlandesa, música sincopada africana, viajar…).

Vale a pena aqui, mais uma vez com nossos alunos, destacar o racismo contido no “blackface”. Recentemente, em São Paulo, um grupo de teatro recorreu à essa técnica, novamente e, como era de se esperar, foi amplamente criticado por movimentos negros em geral. Tiveram que suspender a temporada…

Abaixo cartaz de um show de menestrel, com o infalível blackface:

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Abaixo, foto de Stephen Foster, que também compôs “Camptown Races”, “My Old Kentucky Home”, “Old Black Joe”, “Beautiful Dreamer” e “Old Folks at Home” (“Swanee River”) que, como “Oh! Suzanna”permanecem populares mais de 150 anos depois de sua composição.

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http://highered.mheducation.com/sites/dl/free/0078021464/111604/rockandroll.pdf

http://www.history-of-rock.com

http://www.tribosgerais.com/

BLUES NA RAIZ DO ROCK – “THE BLUES IS THE ROOTS, THE REST ARE THE FRUITS”

   “Não existe forma alguma de música popular do século XX que não tenha sido influenciada pelo blues. Do jazz ao rock, passando pelo reggae, o blues “contaminou” basicamente todas as manifestações musicais, inclusive a música brasileira. Sua aparente simplicidade faz com que alguns incautos o critiquem, ignorando que o julgamento da qualidade de uma manifestação artística não tem relação alguma com o grau de complexidade de uma obra.”

(in História do Blues: http://www.flavioguimaraes.com.br/index.htm )

O blues tem raízes profundas na história norte-americana, particularmente na história afro-americana. O blues se originou nas plantações do sul no século 19. Seus inventores eram escravos, ex-escravos e descendentes de escravos afro-americanos meeiros que cantavam enquanto trabalhavam nos campos. É geralmente aceito que o blues evoluiu de spirituals africanos, cantos africanos, canções de trabalho, hinos evangélicos, e música de dança do país. Essas formas musicais tiveram a grossa maioria de seus registros perdidos no tempo, mas sobrevivem no blues e no rock atuais, assim como nossos ancestrais mais remotos vivem em nós. As mais antigas dessas formas musicais, ou quase musicais (gritos primais, por exemplo, e as canções de trabalho) começaram a ser cantados e tocados no Novo Mundo desde o século XVII. Está estabelecido, até segunda ordem, que a instrumentalização das work songs (canções de trabalho) foi decisivo para o surgimento do gênero chamado blues…

Exemplo de work song (canção de trabalho, originalmente cantada por escravos nas plantações sulistas dos EUA):

Quanto aos citados gritos primais, Riberto Muggiat diz em seu excelente livro “Blues, da lama à fama”: “O blues nasceu com o primeiro escravo negro na América. Da África os negros trouxeram sua expressão vocal básica – os hollers – gritos de entonações estranhas que cortavam os ceus do Novo Mundo como uma espécie de sonar, explorando  um território desconhecido. Enquanto o escravo mergulhava na cultura americana – representada, no plano musical pela tradição européia -, o grito primal se alterava e sofria mutações.”Depois de registrar que o fato dos brancos terem proibido os negros de tocarem instrumentos de percussão ou de sopro fez com que a voz dos negros de tornasse seu principal instrumento musical. Depois disso, completa: “…os gritos eram uma forma de comunicação nos campos do Sul e muitas cançẽos evoluíram a partir deles. Eram ouvidos também nas cidades, onde vendedores ambulantes negros anunciavam seus produtos ou serviços através de um pungente canto rítmico, expressão semimusical de rara beleza.” Dessa longa citação concluimos com facilidade que o canto negro, o blues, nasceu no dia-a-dia, nos afazeres. Não houve um criador único, mas uma criação coletiva; nem um local preciso, mas uma ampla área. Sobre isso ninguém menos que o bluesman Son House assim se expressou em 1965: “As pessoas insistem em me perguntar onde o blues começou e tudo o que posso dizer é que, quando eu era garoto, a gente estava sempre cantando nos campos. Não chegava a ser canto, era mais gritaria, mas nós fazíamos nossas canções  sobre as coisas  que estavam acontecendo com a gente na época e acho que foi assim que o blues começou.”

A mistura dos gritos e dos worksongs com o spiritual e o gospel foi questão de tempo. A temática diferia, mas o objetivo de elevar, fugir, sonhar e lutar por tempos melhores eram comuns, mas, principalmente, passou a ser comum a liberdade para cantar e tocar que a abolição da escravatura no país permitiu. Dai os instrumentos musicais puderam ser usados também nos lares, nas ruas, nas casas de música, e o blue pode finalmente ganhar asas.

Exemplos de spiritual da região do Delta:

“Quando você pensa no blues, você pensa sobre a má sorte, sobre traição e arrependimento. Você perde o seu emprego, você fica de blues. Seu companheiro de dá um pé na bunda, você fica de blues. Seu cão morre, você fica de blues. Enquanto as letras dos blues muitas vezes lidam com a adversidade pessoal, a música em si vai muito além de auto-piedade. O blues é também sobre superação de má sorte, dizendo o que você sente, livrando-se da frustração, e simplesmente se divertir. Os melhores blues são viscerais, catárticos, e duramente emocionais. Cantam a alegria desenfreada e a profunda tristeza. Nenhuma forma de música comunica emoção de forma mais genuína. “

(in:  http://www.allaboutjazz.com/).

A história do Blues, assim nascido, sua evolução e “suas sucessivas mutações são inseparáveis da longa subida para a superfície do povo negro americano, para quem, durante várias décadas, o Blues foi, mais que uma música, seu principal meio de expressão, desempenhando igualmente, desde então, um papel sociológico e psicológico absolutamente não-habitual na música moderna do mundo ocidental.” (in: http://www.caleidoscopio.art.br/cultural/musica/blues/historia-do-blues.html). Daí talvez sua força e beleza e seu poder de sedução apesar de sua aparente simplicidade.

Depois da libertação dos escravos no sul do país, após sangrenta guerra civil,  e até antes disso, levas e levas de afroamericanos migraram do sul para o norte por diversas rotas, sempre em busca do sonho de mais liberdade e de vida mais próspera. Assim, já que falamos de música, a música negra foi ampliando o espaço geográfico de abrangência e o conquistando o coração e a cabeça dos músicos e dos apreciadores em geral, negros ou brancos.

Aqui novamente podemos destacar estudos de geografia humana. As consequências das migrações internas em um país podem ser muitos surpreendentes em muitos sentidos, principalmente na cultura do povo que migra e do povo que recebe o imigrante. Causa mutações culturais tão ricas quanto inesperadas, de repercussões verdadeiramente infinitas. Quase sempre aquele que migra aprende, aquele que recebe o imigrante aprende. É um processo onde todos acabam ganhando, a despeito do sofrimento que normalmente estão ligadas às suas origens. O blues migrou para o norte a partir do seu lar no sul, principalmente do “delta do Mississipi”,  atingindo cidades como Kansas City e Chicago, bem ao norte.

Por enquanto estamos assim em nossa história do rock: é história de fusão de culturas nascidas separadamente, mas, próximas demais para não se influenciarem: brancos e negros nos EUA. Evolução ⇒Gritos primais de africanos nas savanas ⇒  gritos nas estradas e campos nos estados sulistas dos EUA ⇒ work songs nas plantações de algodão do sul dos EUA ⇒ spirituals das igrejas cristãs de negros desse mesmo sul ⇒fusão e instrumentalização dos gêneros citados, nascendo o blues ⇒ imigração de negros fugidos e homens livres para o norte ⇒ ?

Vamos mostrar a influência do country para o rock em sua mistura com o blues, bem como o surgimento do rhythm and  blues e do próprio rock (página 2)

Agora, tem gente reclamando a falta de mapas para um trabalho de Geografia. Vamos a eles.

A Cartografia do Nascimento do Rock

Destacando a Geografia – o famoso DELTA

Em se tratando de aproveitar a música e a evolução musical para ensinar geografia não faz sentido perpetuar um equívoco: quando se fala em blues do delta do Mississipi, não está se falando exatamente do delta do Rio Mississipi mas de uma região que se estende um pouco mais ao norte entre as cidades de Vicksburg e de Memphis, portanto, a quase trezentos quilômetros de Baton Rouge, portal do delta do grande rio. Tecnicamente, a área não é um delta, mas parte de uma  planície aluvial, criado por inundações regulares ao longo de milhares de anos. Inundação dos numerosos cursos de água que passam rumo ao sul, afluentes e subafluentes do grande Misssissipi. O mais notório desses afluente é o Yazoo, que grosseiramente delimita o Delta a leste, enquanto o Mississipi o faz a oeste. Esta região é extremamente plana e contém alguns dos solos mais férteis do mundo e por isso mesmo foi bastante explorada economicamente iniciando com a colonização branca a fusão das culturas do explorador e do explorado. Fértil, mas insalubre. Febre e malária penalizaram brancos e negros. Esses últimos contudo morriam a mancheias, pois, deram sangue, suor é lágrimas, sob chicotes, para transformar aquele lamaçal insalubre em área economicamente viável.

 Nessa área majoritariamente pertencente ao estado do Mississípi são registrados os primeiros blues instrumentalizados, pois, é bom recordar, que as works songs eram cantados à capela. Os negros escravos cantavam essas canções, como o nome diz, enquanto trabalhavam. Elas consistiam num sistema de “chamada e resposta”, onde uma pessoa cantava um verso, e os demais davam uma “resposta” a ele… Nessa toada iam aliviando o trabalho árduo. O ritmo das batidas das enxadas, dos machados e de outros instrumentos de trabalho ditavam o ritmo do canto.

Com o tempo a palavra blues passou a refletir o estado de espírito dos afro americanos de todo o sul do país. Como está dito na Wikipédia, “era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas.”

http://historicaltextarchive.com/sections.php?action=read&artid=410

Eis o mapa (wikipedia):

Mapa de Mississippi Delta do

Mapa do Delta do Mississipi de Charles Wilson ” A planície de inundação Yazoo-Mississippi é normalmente chamada de “o Delta do Mississipi” ou simplesmente “o Delta” pelos habitantes da região – de Memphis a Vickisburg – Deve-se notar, no entanto, que o termo “Delta do Mississipi” em geografia física, muitas vezes refere-se ao verdadeiro delta do rio Mississippi, na sua foz em Louisiana- Notar localização de Nova Orleans. (http://southernspaces.org)

Por curiosidade veja abaixo o mapa da distribuição do gosto da população dos EUA pelos gêneros musicais (clique):

http://i.kinja-img.com/gawker-media/image/upload/v3rdbsyhhy4p0s1y1aig.gif

______________________________________________________________________

A paternidade do rock é quase essa: veio do blue, do

É incontestável que, a maior fonte do R&B e, posteriormente do rock and roll foi o blues. A música negra por excelência era tocada por homens negros desempregados que carregavam seus violões pelo sul dos Estados Unidos — região mais pobre e rural do país, e que demorou mais tempo para alcançar o desenvolvimento econômico e ideológico que os estados do Norte — no período da depressão das décadas de 1920 e 1930 e cantavam sobre a vida difícil e dolorosa que levavam.

http://www.papodehomem.com.br/a-origem-negra-do-rock-n-roll/

Country e Rock (disse que faria página 2. Farei. Aqui é o rascunho…) 

O verbete rock da Wikipédia começa assim: Rock  é um termo abrangente que define um gênero musical de música popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram norock and roll e no rockabilly que emergiram e se definiram nos Estados Unidos no final dos anos quarenta e início dos cinquenta e que, por sua vez, evoluíram do blues, da música country e do rhythm and blues. Outras influências musicais sobre o rock ainda incluem o folk, o jazz e a música clássica. Todas estas influências foram combinadas em uma estrutura musical simples baseada no blues que era “rápida, dançável e pegajosa”.2

De fato, contrariamente ao jazz, cuja vocação universalista o fez sair rapidamente de seu contexto etnocultural de origem, o Blues foi a primeira e principal forma cultural especificamente negro-americana e, enquanto tal, foi – como o povo negro que a criou e até meados dos anos 60 – objeto de desprezo ou de ignorância dos americanos brancos – apesar de transtornar insidiosamente e seguramente, por sua incomparável originalidade, seu vigor e sua riqueza, toda a música americana – antes de estender-se ao Velho Continente.

tudos científicos! É só, portanto, através de uma abordagem desse tipo etnomusicológica, sociológica e histórica – que se pode compreender realmente o Blues e dar-lhe seu lugar exato na civilização americana. Porque, nascido de uma longa tradição oral e abalando então pesadamente as regras do solfejo e da harmonia, o Blues desafiou durante muito tempo os hábitos da escrita musical. Todo estudo profundo do Blues deve então apoiar-se em raras fontes escritas, na escuta atenta e comparativa das gravações sonoras desde 1930 (data do primeiro disco de Blues e nas entrevistas insubstituíveis dos mais antigos músicos vivos desse gênero musical, que freqüentemente seguiram ou mesmo precederam a evolução acelerada de seu povo e de sua música. Pois não esqueçamos que apenas um século separa o fim da Guerra de Secessão e a emancipação dos escravos negros do reconhecimento internacional do Blues!

Não é novidade que alguns músicos de blues, jazz, rock e hip-hop brancos foram mais prontamente abraçada pelo público mainstream e na imprensa popular do que suas contrapartes pretas. Eminem uma vez bateu sobre suas vendas de discos em sua canção White America, “vamos fazer a matemática, a metade se eu era negro, eu vendi.” (Aritmética de Eminem não funciona para todo mundo: Outkast vendeu uma tonelada de discos e ganhou Grammys para arrancar Hey Ya.!) Também não é novidade que alguns dos músicos negros que ajudaram a lançar as bases para o rock foram mal compensados ​​pelo seu avanço trabalho. Versão de Crudup 1946 está tudo bem não foi um sucesso e ele acabou retornando a uma ocupação onde seus esforços foram recompensados ​​melhor – trabalho agrícola. Turner Rocket 88 era um No. 1 esmagar mas Turner afirmou mais tarde em sua autobiografia, Takin ‘Back My Name, que ele estava apenas pagou US $ 20 por suas contribuições. (times)

LATINOS NEGROS BRANCOS FRANCESES – UMA SALADA

  movimento demográfico e social mentos na América. Rock moderno brota de formas mais antigas tais como blues, rockabilly e ritmo & azuis. Blues e migrou para o norte a partir de seu lar no Mississippi Delta e pegou no norte cidades como Kansas City e Chicago. A razão para isto movimento foi a grande saída migração dos negros do sul em início do século 20 norte- ala para empregos industriais no Belt Manufacturing. Assim, deslocalização difusão de catiões é um importante parte da história do rock. Uma vez que no norte, azuis evoluiu para os blues elétrico de Chicago ritmo de som e posterior e azuis. Chess Records de Qui- cago gravou muitas início rock performers. A partir do final dos anos 1940 em diante, a maioria cidades do norte, além de Los Ange- les, desenvolvido gravadoras para artistas negros ritmo executando e azuis. Atlantic Records em Nova Iorque viria a se tornar um dos o mais famoso, como era Mo- cidade (fundada 1959). A fundação firme no norte, cidades industriais pode ser vista no papel importante jogar por Cleveland disc jockey Alan Freed, que organizou a primeiro concerto rock and roll in 1952. Lewis, Carl Perkins e Johnny Dinheiro eram Million Dollar da Sun Quarteto de artistas. Conforme o tempo passava, rock e re- formas ladas ganhou um in- cada vez mais grande público branco, e uma transição ocorreu de artistas negros a mais branco performers. Sun Records em Memphis foi um dos primeiros etiquetas para capitalizar no branco interesse em música negra por re- cordões música preto com branco performers. Lembre-se que este ainda era uma época de forte racial discriminação em grande parte da Amer- ica. Elvis Presley, Jerry Lee Com o tempo, rock espalhar através deslocalização de difusão para a Inglaterra, onde início registra performers tais como Chuck Berry, Little Rich- ARD, e outros influenciados jovens que mais tarde iria formar grupos como os Beatles e os Rolling Stones. Ironicamente, Invasão Britânica tantas vezes mencionado foi simplesmente trazer de volta para casa um chiqueiro musical

No início do século XX, o blues proliferava nos EUA. O caldeirão cultural de New Orleans absorvia diferentes culturas musicais que deram origem ao jazz, entre elas o blues. Músicos aprendiam a tocar os diversos estilos vigentes sem distinção e havia um enorme intercambio de idéias. Em 1903, W. C. Handy compõe St. Louis Blues. É a primeira vez que o blues entra numa partitura, encontrando uma eficiente forma de propagação.

Com a entrada dos EUA na Segunda Grande Guerra, ocorre um enorme êxodo para as áreas industriais do país, em especial Chicago, que atrai uma grande leva de imigrantes do Sul em busca de melhores oportunidades de empregos e qualidade de vida. Começa a surgir o blues urbano de Chicago. Dentre seus primeiros ícones, John Lee Williamson, também conhecido com Sonnyboy Williamson I, que viria a falecer precocemente vítima de um latrocínio. Sua inovação na linguagem da harmônica de blues coloca o instrumento numa posição de destaque e sua influência, tanto nas canções quanto na forma de tocar, afetou profundamente as gerações seguintes.

No início da década de 50, o blues é eletrificado por nomes como Muddy Waters, Little Walter e Jimmy Rogers. É a Era de Ouro do Blues, com a gravadora Chess Records lançando um sucesso atrás do outro. Howling Wolf, Sonnyboy Williamson II, Chuck Berry, Bo Didley e tantos outros ícones lançam seus álbuns de sucesso pela gravadora. Esse riquíssimo período musical viria a ser determinante no nascimento do rock ‘n’roll.

O blues é uma manifestação cultural afro americana, que permaneceu segregada no seu país de origem até o início dos anos 60. Sua popularização em todo mundo foi conseqüência direta da valorização dessa forma de arte pelos europeus, em especial os ingleses. As primeiras gerações do rock inglês beberam diretamente na fonte do blues e toda a música pop criada a partir de então passa a ter sua influencia. Não existiria rock se não tivéssemos o blues e até o jazz soaria de outra forma sem ele. Hoje em dia, é difícil imaginar um estilo musical que não tenha sido tocado direta ou indiretamente pelo blues.

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